segunda-feira, 7 de maio de 2012

30 semanas... 10 to go!

Ontem eu completei 30 semanas. A barriga tem aumentado consideravelmente nessas últimas semanas, assim como meus peitos, bunda e rosto. Aposentei o uso da aliança pois tenho intercalado períodos de inchaço e de muito inchaço.... Estou bem perto de perder as últimas roupas que ainda me servem e ainda faltam 10 semanas... Nesse ritmo vai ser complicado manter uma vida razoavelmente ativa até o final da gravidez. Daqui a 3 semanas eu vou para Bh e fico lá até o dia do parto. A principio está tudo marcado para o dia 8 de julho. O bichinho vai ser canceriano e tá ai mais uma prova de que filho pode transformar a vida de uma pessoa. Eu, June Cristhy, vou ter um filho apegado a família e carente. Hehehehehe quem disse ai que Deus não tem senso de humor? A cada dia que passa minha curiosidade aumenta. Será que ele vai ser loirinho que nem o pai? Será que vai ter o nariz batatinha que nem a mãe? será que vai ser muito agitado ou preguiçoso? Mas uma das coisas que mais tem ocupado a minha mente ultimamente é, será que eu vou ter muitas dificuldades em cuidar dele? O que mais eu tenho ouvido nesses últimos meses é que filho dá trabalho. Dá uai, e ai? Qual é a novidade? Ou será que as pessoas acham que eu penso que cuidar de um filho é que nem brincar de boneca? Outra coisa que eu tenho percebido é que tem aquele grupo do "ah! Você vai ver!". Quando escuto isso parece que estão me rogando uma praga... Assim... Eu nao tenho ilusões de que cuidar de um bebê que não fala e só come, caga e chora não deve ser a coisa mais simples do mundo, mas também não é nada que precise de um diploma em física quântica aplicada, né não? O negócio, na minha opinião, é pegar o jeito. Pode ser que nesse processo o Henrique tome uns banhos meia boca, que eu gaste mais fralda que precise ou até mesmo que eu visite o pediatra mais vezes do que o necessário.... Mas... Isso tem problema? Ou eu serei a única mãe do mundo que quando estrear nesse papel fará bobagem? Olha... Eu acho que difícil mesmo é cuidar de uma criança num mundo que aparenta estar sofrendo uma terrível inversão de valores. Difícil é não saber se os meus futuros esforços em torná-lo um homem de bem serão suficientes. Difícil é não saber o que está por vir e não saber se poderei, ao menos, dar o meu ombro como apoio se um dia ele precisar. Fralda, noite sem dormir, dor de barriga... Não deve ser fácil, mas dai a ser esse bicho de sete cabeças que estão me pintando... Sei não viu....

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