sexta-feira, 20 de abril de 2012

Acontecimentos da semana... update!

Então! Nova consulta nessa semana, novidades em relação ao Henrique o que significa que eu preciso escrever! Na verdade esse post vai ser um pouco de desabafo também...

Desde que descobri que estou grávida eu procurei ir ao ginecologista e cumprir com todas as determinações médicas. Tomei tantos comprimidos que já perdi a conta. Fiz todos os exames de sangue e ultrasonografias solicitadas (e até repeti uma ou outra por conta própria só para ter certeza). E vou religiosamente às minhas consultas. Posso dizer que sou privilegiada pois tenho um plano de saúde completo, com abrangência nacional e ainda um benefício da empresa para quem faz uso de medicamento contínuo. Meu desembolso até agora foi mínimo no que se refere a essa parte da gravidez e acho que é por isso que fico mais puta com o que aconteceu...

Quando decidi que faria meu parto em Bh foi pensando em duas questões: a primeira e mais importante era a garantia de um hospital com infraestrutura adequada para que meu parto transcorrece da melhor maneira possível. Outra era a questão de nascer na minha cidade natal (bairrista, eu sei). Quando fui me consultar com meu ginecologista (da época de adolescente em BH) levei todos os meus vários exames feitos, inclusive os cardíacos. Ele olhou as anotações feitas pela minha médica daqui e, em determinado momento, solicitou que eu mostrasse os exames feitos numa determinada data. Entreguei o material (o ultrasom morfológico que eu comentei num post anterior), ele olhou, olhou e me deu as boas novas. De acordo com ele o exame estava incompleto, quer dizer, eu fiz o exame certo, na epoca certa, mas por algum motivo que eu desconheço, a médica não fez todas as observações necessárias. No final, um exame que deveria durar entre 1h30 e 2h durou apenas 20 minutos. Fiquei olhando para a cara do médico meio em estado de choque...Mas se eu esperava que fosse essa a única surpresa desagradável... not really.

Após avaliar todos os meus exames ele pediu que eu fosse fazer o exame clínico. Fui lá, troquei de roupa e deitei na maca. Ai veio a pergunta "o que você está fazendo de calcinha?". Tipo... lógico que eu sei que exame ginecológico não dá para ser feito de calcinha, mas desde que eu engravidei a médica não fez nenhum exame interno, apenas aferiu minha pressão e ouviu os batimentos cardíacos do bebê. Ele ficou lá me olhando, riu da minha cara e mandou eu tirar a calcinha. Depois conversando com minha prima, que é médica, ela disse que esse é um exame essencial durante a gravidez. E por ele que se verifica se existe alguma infecção, machucado ou mesmo algo errado com o útero. No final das contas só posso dizer que me senti revoltada e enganada. Fico pensando em todas as pessoas que não sabem o que esperar de um exame clínico durante a gravidez, que não podem buscar médicos e clínicas fora daqui e que ficam reféns de um sistema de saúde que se não é falido está caminhando a passos largos para isso. Vejo colegas de trabalho criticarem o plano, mas o problema não é o plano e sim os profissionais que estão cadastrados neste plano. O problema é muito mais complexo e confesso, evito até pensar no assunto para não sair correndo dessa cidade. Tento me convencer que se tantas crianças já foram criadas aqui, o Henrique poderá ter uma vida saudável por aqui... Crianças adoecem, isso é fato, meu medo é de como ele será tratado por esses ditos profissionais da saúde".

Não tenho resposta para essas dúvidas, mas cada dia que passa reforça minha teoria de que meus dias de paz e tranquilidade ficaram no passado. De agora em diante minha vida será cheia de dúvidas e preocupações, e por coisas que fogem totalmente ao meu controle. Ah! Vocês não tem ideia do que isso significa para mim... nenhuma ideia...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Substitute for love

Algumas coisas estão começando a fazer sentido...Vejam a situação. Dois dias atrás Henrique estava enlouquecido dentro da minha barriga. Chutava e rodopiava e quem mais sofreu nessa foi minha bexiga. A imagem que eu tenho é que ele devia pisar em cima dela e a pobre ficava lá tentando segurar o xixi, mas sem muito sucesso. Nunca fui tanto ao banheiro em um único dia. Enlouquecedor. Isso durou o dia todo, inclusive adentrando a noite. Resultado? Acordei as 4 da manhã, com ele agitadissimo. 6 horas da manhã estava eu, entregando os pontos e indo me arrumar para o trabalho. E o sono lá, super presente durante todo o resto do dia.
Ontem e hoje ele resolveu se aquietar. E ao invés de feliz pelo descanso que ele está me dando o sentimento que tenho dentro do peito é angústia! Quer dizer... mesmo quando ele não me incomoda eu me sinto incomodada!!! Fico o tempo inteiro pensando "por que diabos esse menino resolveu ficar quieto? será que está tudo bem? será que tem alguma coisa errada acontecendo?". Estou me segurando para não sair em disparada para um médico e pedir um ultrasom. De vez em quando ele me dá um chutinho e eu respiro aliviada, mas os momentos de tranquilidade estão me deixando maluca.
E ai eu tenho aquela triste constatação de que meus dias de pessoa normal se acacabaram. Estou fadada a viver o resto dos meus dias em permanente paranóia. E percebo o quão ironica é a vida e como a vingança é um prato que se come frio... Estou falando de todas as vezes que ri de mães que comentavam se angustiar com o silêncio e a quietude de seus filhos pensando comigo mesma "loucas".
O que me tranquiliza é que, assim como um belo dia na minha adolescência eu decidi que não sentiria mais ciúmes eu espero conseguir manter um mínimo de sanidade e, por que não, dignidade nessa relação com o Henrique. Já pensou o quanto ele será infeliz se eu não me controlar? Já pensou no ser insuportável que eu irei criar? Porque venhamos e convenhamos... se essa loucura vai me fazer mal imagina para ele! Era só o que me faltava criar um "filhinho da mamãe". A vida não pode ser tão cruel assim comigo...
Para não atrair um "bad Karma" resolvi escrever isso aqui e pedir desculpas a todas as mães, próximas, distantes, amigas ou apenas conhecidas que eu em algum momento da minha vida zuei. DESCULPEM-ME! Apesar de continuar achando que se trata de exagero e que no fundo é tudo loucura de uma mente perturbada, eu hoje me uno a vocês e entendo que o negócio não é consciente mesmo, é maior do que a gente e quase impossível de se controlar. E que estou aqui na torcida para que o Henrique me chute de novo logo para que eu não me renda a ideia de sair correndo procurando por um ultrasom.

Chá de bebê e fralda em BH!