quarta-feira, 23 de outubro de 2013

De volta

Já tem alguns dias que tenho tido vontade de voltar a escrever por aqui... Minha última postagem faz referência aos 6 meses de idade do Henrique e hoje ele já está com quase 1 ano e 5 meses. Nesse meio tempo e continuei escrevendo, mas só para ele. De um jeito que eu não faço normalmente: papel e caneta. E foram muitas cartas, uma por mês, para que ele possa ler no futuro e saber o quanto cada uma das conquistas dele foram especiais para mim. 
Hoje eu volto aqui e pretendo fazer isso com mais frequência. Tudo bem que meu tempo está cada dia menor e cada vez mais dedicado a ele, mas eu espero que ele possa ter nesse blog uma lembrança eterna de como foi a sua infância e de quanto ele é amado. No futuro espero que ele faça com isso aqui e com as cartas que eu escrevi a mão o mesmo que eu faço com as cartas da minha mãe: releio para matar a saudade. Saudades de quando ela ainda estava aqui para me dar colo e me dizer o quanto sou capaz e me fazer sentir amada. Então é isso. Meu filho, se um dia você ler isso aqui, saiba que em nenhum momento eu pensei em expor a sua vida privada aos olhos públicos, mas na verdade quis achar uma forma de deixar registrado para o futuro o quanto você é especial para mim. E que isso possa servir de consolo nos momentos em que eu não puder mais estar ao seu lado. Beijos mil. Mamãe. 



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

6 meses!

Hoje é mesversário do meu pequeno! Parece até que sabia que hoje era um dia diferente pois resolveu acordar as 4 da manhã. Para ele meu feliz aniversario e meu desejo que ele seja sempre muito feliz e saudável. Mamãe te ama.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

3 is a magic number

Amanhã o Henrique completa 4 meses e eu estou bastante curiosa para saber o que esse próximo mês me espera no que se refere às descobertas do meu pequeno.
O terceiro mês foi bárbaro. Definitivamente 3 is a magic number, como já diziam o pessoal do School House Rock. Num passe de mágica o Henrique parou de acordar de madrugada, acabaram-se as cólicas e ele começou a ficar mais acordado e a distribuir sorrisos.
Eu pensei que nunca mais poderia dormir uma noite inteira e isso finalmente está acontecendo. De vez em quando eu tenho até medo de ficar falando muito no assunto para não correr o risco de que isso seja só mais uma fase que vai passar. Sinceramente não sei como eu sobrevivi aos primeiros meses. De uma criança que só dormia ele se transformou (literalmente) num pequeno monstrinho que ou dormia ou chorava. Essas coisas mãe nenhuma conta né? Ou será que contam e eu que nunca prestei atenção? Vai saber... O que eu sei é que agora a promessa que outras mães fazem é "só alegria". Será?
Mas continuando... Impressionante como as crianças fazem coisas sem (necessariamente) ninguém ter ensinado. O Henrique, por exemplo, faz bico quando quer alguma coisa e a gente não faz/dá. Quando chora por manha, o queixo treme (mas não cai uma gota de lágrima). Já quando ele chora de verdade antes dele começar a soluçar (sim soluçar) ele começa com o bico, os olhos enchem de água e ele chora, soluçando. Coisa mais sentida. Quando ele faz côco, ele faz tanta força que fica vermelho pimentão (motivo de boas gargalhadas, minhas, do pai e de outros espectadores). Prefere dormir de bruços e roda o berço inteiro durante a noite. Ele é mais bem humorado logo quando acorda e vai "azedando" durante o decorrer do dia. A noite, antes de dormir, ele arruma uma briga... nessa hora eu e o Thiago chamamos ele carinhosamente de filhote de pitbull. Tudo bem que o Thiago chama ele assim em clara referência a eu ser a pitbull mãe, mas tudo bem.
A cada dia que passa ele cresce mais e fica mais esperto. Já está brincando com seus 2 chocalhos (prefere o de bola) e ontem eu dei para ele o primeiro bichinho de pelúcia, que fez bastante sucesso. No próximo dia 12 de outubro ele vai ganhar mais dois presentes que visam incentivar a coordenação motora e a percepção de mundo dele. Engraçado como eles precisam de tão pouco e a gente fica querendo entupir a criança de coisa. Felizmente meu espírito gastador é super bem treinado e tem me dado pouco trabalho (mas vontade não me falta).
Por falar em espírito gastador, tive que comprar as primeiras roupinhas dele há umas 3 semanas atrás. O guri cresceu tanto que já está usando tamanho G - equivalente a 6-9 meses. Se continuar desse jeito não sei mais o que fazer. Ganhei muitas fraldas M e adivinhem  elas não servem mais. Estou com quase 600 fraldas M aqui em casa.... Já consegui trocar algumas por G e XG e vou agora tentar vender as fraldas por um preço mais em conta para poder comprar as fraldas maiores. Fora as que eu dei de presente e doei. Amigas e amigos, muito obrigada! Devo isso tudo a vocês! :)

Mas como tudo não são flores, com os 4 meses vem também o meu retorno ao trabalho. Verdade seja dita: eu já estava de saco cheio de ficar em casa cuidando de menino. Mas ao mesmo tempo me bate uma dor... só de pensar que daqui pra frente ele vai fazer um monte de coisas diferentes e que eu não serei a primeira a ver... Minha babá que é uma sacana disse que possivelmente a primeira palavra do Henrique não vai ser nem ma-ma e nem pa-pa. Vai ser ba-ba. Pode? Descobri que o que eu não fui ciumenta com namorados eu estou sendo com o Henrique. Fico tentando me lembrar que filho a gente cria pro mundo mas tá sendo um processo complicado. Estou me mantendo em rédea curta porque senão a louca que se apossou do meu corpo quando ele nasceu toma conta e ó... sai de baixo.
Então por agora é só. Deixa eu aproveitar meus momentos de alforria até ele acordar para a última mamadeira do dia.




domingo, 22 de julho de 2012

Sumiço

Estou meio sumida daqui.... Tanta coisa nova, tanta mudança em tão pouco tempo... Mas vou dizer uma coisa. Saudades de poder dormir uma noite inteira, sem interrupções. Aff!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Nascimento

E não é que meu pequeno foi apressadinho e nasceu 45 dias antes?

Pois é...estava eu na casa da minha prima, descansando e comecei a me sentir estranha. De início foram minhas vistas. Um monte de "lombriguinhas" (tem um nome todo complicado que eu não me lembro agora) apareceram. Dor nas costas e uma dor de barriga terrível. Como no dia anterior eu tive uma certa diarréia, imaginei que era alguma coisa que eu comi; Só que a dor foi aumentando... o incomodo foi piorando... e eu fiquei preocupada. Minha prima foi categórica: vai pro hospital e liga pro seu obstetra. Liguei para o Giovani e ele também mandou eu ir para o hospital. Confusões a parte (Rua Rio Grande do Norte fechada, nos perdemos no Mangabeiras), demoramos a chegar no hospital e meu médico liga para mim me perguntando onde eu estava. Dois minutos de conversa e ele lasca que eu tô com voz de quem está em trabalho de parto....oi?

Cheguei no hospital e a médica do plantão também vira e fala que eu tava com cara de quem estava em trabalho de parto...oi?

No final das contas eu estava em trabalho de parto. Sem dilatação, sem sangramento e sem que minha bolsa tivesse estourado. Meu médico ficou preocupado que eu tivesse descolamento da placenta (que acabaria em morte do bebê se ocorresse de  verdade) e resolveu adiantar o parto. E ai o Henrique nasceu às 20h01 do dia 3 de junho, domingo. Nasceu geminiano como minha mãe, 45 dias antes da data em que completaria 40 semanas, com supostos 51cm e 2,450kg. Pela pressa teve que ir para a UTI e passou 7 dias lá. Foi entubado por ter nascido com uma tal de Membrana Hialina, tomou várias injeções, remédios e banho de luz para curar uma icterícia. Tive autorização para pegá-lo no colo somente 4 dias depois dele ter nascido, mas o pior foi ter recebido alta antes dele. Entrei no hospital com ele na barriga e sai sem nada, apenas com o número do "leito" que ele ocupava no hospital, B02. A sensação que eu tinha é que estava num sonho...Será que eu tinha ficado grávida mesmo? Será que eu tinha realmente tido um filho? Foi um tanto surreal.

Nessa brincadeira eu apelei com a psicóloga do hospital (se ela queria uma prova de que eu estava histérica, ela teve... e mais para homicida do que para suicida) e vivi uma das piores experiências da minha vida: passar 12 horas diárias dentro de um lugar cheio de aparelhos, bebês recém nascidos chorando e em pé. No final do dia eu estava moida. Felizmente o Thiago ficou todo o tempo ao meu lado. Choramos, nos emocionamos com as vitórias do nosso pequeno e, de uma certa forma, reforçamos os laços que nos uniu. Foi uma sorte estar  em Bh e mais ainda ter escolhido o Vila da Serra como o hospital do parto. Meu filho foi bem cuidado e hoje, está aqui, dormindo ao meu lado enquanto eu escrevo esse post.

E olha...do estranhamento inicial (posso pegar? claro que pode! ele é seu!) aos primeiros dias (e noites) com ele realmente do nosso lado eu posso dizer. Me  encanta ver que esse pacotinho de gente já esteve se esticando dentro de mim. Me encanta ver que ele tem o queixo do pai e o meu nariz. Me encanta ver como ele tem ficado mais alerta a cada dia que passa e como ele busca minha voz quando eu falo com ele e não estou por perto. Me encanta ver o quanto ele se sente confortável quando eu coloco ele para dormir no meu peito. É surpreendente como que duas células que se encontraram foram capazes de se transformar num ser humano que respira, ri, chora, reclama da vida, faz xixi e, benzodeus, côco como gente grande. De uma certa forma é surreal essa história toda.

E vou falar: estou muito feliz com meu pequeno. Ainda estou me habituando a essa nova vida (depois falo mais sobre isso), mas só de pensar que ele poderia não existir me tira o ar e me dói o peito. Acho que é amor. Do tal tipo incondicional que tanta gente fala.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Love of my life

You are my sunshine
My only sunshine
You make me happy when skies are grey
You'll never know dear
How much I love you
Please don't take my sunshine away

domingo, 27 de maio de 2012

Como é grande o meu amor por você....

Nessa última semana fiz um novo ultrassom. Henrique tem oficialmente 33 semanas, mas neste exame apontou que ele tem um fêmur de um bebê de 35 semanas, uma cabecinha de 37 e na média, portanto, seria um bebê com 35 semanas. E tá magrinho! 2,400kg! Magrelo! Nesta terça eu vou para Bh e de lá só volto para Paracatu com meu pequeno nos braços! É estranho pensar que hoje e amanhã serão meus últimos dias nesta casa como ser livre, leve e solto e, principalmente, que essa casa não será mais uma casa de duas pessoas e sim de três! Olho para minha barriga e me pergunto se sentirei falta das dores, do peso extra e da dificuldade em me movimentar. Ainda não sei. A impressão que eu tenho é que passou tudo rápido demais... E o engraçado é que eu sempre achei que 9 meses eram tempo demais... Fiz minhas malas e a do Henrique. Ainda falta comprar alguns itens de limpeza que eu vou deixar para comprar em Bh mesmo e com supervisão da minha prima. Falta a banheira para os banhos, a bolsa maternidade e o berço portátil (que já foi comprado, mas apresentou defeito e tivemos que trocar). Falta também o bebê conforto, que deve ser o mesmo do Gabriel. Faltam alguns brinquedos para deixar o quarto mais com cara de berçário... No mais todos os chás de bebês e fraldas foram suficientes para conseguirmos muitas roupinhas, fraldas e acessórios que serão úteis nesses primeiros meses de vida do meu pequeno. Quando me despedi hoje do Thiago (ele já está a caminho de Bh... Amanhã tem um curso de fotografias que ele já estava de olho a tempos), eu senti um frio na barriga pelas mudanças que ainda estão por vir. Mal ele entrou no carro eu comecei a sentir saudades e de uma única coisa eu tenho certeza. Nao consigo mais imaginar minha vida sem ele nela. Engraçado como as coisas são! Em alguns dias nossa família estará aumentando (ou seria melhor dizer que estará sendo definitivamente construída?)e eu acho que eu nunca fui tão feliz quanto estou sendo nesses últimos tempos. E sou feliz até quando me sinto um pouquinho infeliz, já que nós também brigamos e fazemos as pazes. E não consigo imaginar que possa ser de outro jeito. E que bom que demorou tanto pra gente se encontrar porque se fosse diferente talvez não conseguiriamos valorizar o que temos hoje. E no final das contas esse post acabou sendo para o Thiago. E pelo amor que eu sinto por ele. E pela saudade que eu sinto sempre que ficamos longe, mesmo que por pouco tempo. Obrigada meu amor por tudo que temos vivido desde que nos conhecemos e por tudo que ainda vamos viver como família. Amo você. Hoje, sempre e mais.